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5 mentiras que nos dizem sobre o espaço

O que você sabe sobre o espaço? De todas as coisas que vêm à sua mente para responder uma pergunta como essa, será que tudo é verdade?! Pois saiba que, infelizmente, acreditar em mentiras que nos dizem sobre o espaço é mais comum do que podemos imaginar. Isso não significa que tudo o que você […]

5 mentiras que nos dizem sobre o espaço

O que você sabe sobre o espaço? De todas as coisas que vêm à sua mente para responder uma pergunta como essa, será que tudo é verdade?! Pois saiba que, infelizmente, acreditar em mentiras que nos dizem sobre o espaço é mais comum do que podemos imaginar.

Isso não significa que tudo o que você aprendeu na escola estava errado. Talvez uma parte dos equívocos que cometemos ao pensar sobre planetas, estrelas e a vida no espaço venha dos inúmeros filmes que já vimos sobre isso. Ainda, costumamos fazer uma série de associações mentais sem muito critério, o que nos leva a desenvolver conceitos equivocados.

Mas chegou a hora de derrubar todos os mitos que moram na sua mente e entender como as coisas realmente funcionam no universo. Confira cinco mentiras selecionadas a partir do site List Verse e aproveite os comentários para compartilhar outros enganos em que você já acreditou.

#1 – Você pode explodir no espaço

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Uma das mentiras mais comuns em que ainda acreditamos sobre o espaço é que se uma pessoa ficar exposta sem proteção no vácuo ela vai explodir. A lógica é que, como não existe pressão, o nosso corpo simplesmente incharia e se partiria em mil pedacinhos. Acontece que o corpo humano é resistente o suficiente para que isso não aconteça. Nos realmente incharíamos um pouco, mas isso não afetaria o organismo.

Prova disso é um teste de uma roupa espacial que foi realizado em 1966. Durante a experiência, ocorreu uma descompressão equivalente a 12 mil pés, o que fez com que o homem que testava o traje ficasse inconsciente, mas ele não explodiu e se recuperou bem.

#2 – Você pode congelar no espaço

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Quem aqui nunca assistiu a um filme em que uma pessoa desavisada ficou perto de congelar no espaço?! A cena é clássica e mostra o momento de tensão em que a pessoa está sem seu traje espacial e acaba desprotegida do lado de fora da nave, onde ela luta para não virar um pedaço de gelo.

Mas a verdade é que acontece justamente o contrário no espaço – você pode superaquecer. Achou estranho?! Se você se lembrar das aulas de física sobre correntes de convecção tudo ficará mais fácil: quando a água é colocada sobre uma fonte de calor, ela aquece, sobe, esfria, desce para o fundo e esse ciclo se repete. Isso acontece porque quando a água quente chega à superfície, ela perde calor para o ar e retorna ao fundo.

Porém, o mesmo não acontece com uma pessoa no espaço, já que não existe outro elemento que torne possível a transferência de calor. Isso faz com que uma queda de temperatura suficiente para que a pessoa consiga congelar seja impossível. Assim, o corpo continua gerando calor como de costume.

#3 – Seu sangue pode ferver e evaporar

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Parece natural pensar que, se o corpo vai superaquecer, haverá um ponto em que seu sangue começará a ferver, mas não é bem assim. Essa ideia vem do fato de que o ponto de ebulição de um líquido está diretamente relacionado à pressão do ambiente. Quanto mais alta a pressão, mais alto o ponto de ebulição e vice versa. Assim, é mais fácil que um líquido se transforme em gás quando há menos pressão agindo sobre ele.

Por uma questão lógica, esse tipo de raciocínio nos faz assumir que no espaço – onde não há pressão – os líquidos ferveriam, incluindo o nosso sangue. Talvez isso faça sentido para boa parte dos líquidos, mas definitivamente não se aplica ao sangue porque ele está protegido por um sistema fechado (que é o seu corpo) e ainda tem as veias que o mantém comprimido em seu estado líquido.

Porém, os especialistas sabem que outros fluídos corporais realmente podem sofrer alterações. O já mencionado homem que sofreu uma compressão de 12 mil pés disse que sentiu a saliva ferver na sua língua. No entanto, em vez da sensação de calor em que todos nós pensamos, ele relata que sentiu um ressecamento.

#4 – Mercúrio é o planeta mais quente

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Desde que Plutão foi destituído do cargo de planeta, Mercúrio ficou com o título de menor planeta do Sistema Solar. E por estar tão próximo do Sol, também é natural imaginarmos que ele seja o planeta mais quente, não é mesmo?! Bem, se você também já pensou nisso, você precisa saber que Mercúrio pode ser um lugar bem frio.

Primeiramente, precisamos nos lembrar de que, nos períodos mais quentes, o astro alcança a marca de 427° C. Mesmo que essa temperatura se mantivesse durante o ano inteiro, o planeta vermelho ainda seria mais frio do que Vênus, onde já foi registrado 460° C. A explicação para Vênus ser mais quente – mesmo estando mais distante do Sol – é sua atmosfera de dióxido de carbono, que segura o calor, enquanto Mercúrio não tem atmosfera.

Além disso, a órbita e a rotação do astro fazem toda a diferença na sua temperatura. O pequeno planeta demora 88 dias para dar uma volta no Sol e 58 dias para dar uma volta em torno do próprio eixo – esses dois fatores nos mostram que existe tempo de sobra para que uma parte do planeta esfrie bastante, chegando até -173° C.

#5 – O espaço tem gravidade zero

 

 

Você pode até não acreditar, mas satélites, espaçonaves e astronautas não tem uma experiência espacial livre de gravidade, afinal, a verdadeira gravidade zero quase não existe no espaço. Mas, por algum motivo, temos a sensação de que os astronautas e as espaçonaves estão flutuando. Pensamos isso porque eles estão tão distantes da Terra que parecem não ser mais afetados pela força gravitacional, quando, na verdade, é justamente a presença da gravidade que permite que eles flutuem.

O que acontece é que, ao orbitar a Terra ou outro corpo celestial grande o suficiente para ter gravidade, um objeto está caindo. Mas como a Terra está constantemente se movendo, não ocorrem colisões. A gravidade da Terra tenta puxar o objeto para a sua superfície, mas como ela continua se movendo, o objeto em questão continua caindo – e é isso que nos dá a ilusão de gravidade zero.

Os astronautas também estão em queda dentro da aeronave, mas como eles se movem na mesma velocidade, parece que estão flutuando. Para simular esse fenômeno, algumas cenas do filme “Apollo 13” foram filmadas em um avião usado para treinar astronautas. A aeronave subiu a 30 mil pés para se soltar em uma espécie de queda livre que resultava em 23 segundos de gravidade (quase) zero.

Elisa Vieira